sábado, 14 de maio de 2011

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE DOULAS - RECIFE

É com grande alegria que o Instituto Nômades e o Ishtar Espaço para Gestantes anunciam a tod@s a realização do seu CURSO DE CAPACITAÇÃO DE DOULAS no Grande Recife. Vejam mais detalhes abaixo e no cartaz em anexo. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas!

- Objetivo do curso: capacitar mulheres de diversas áreas/profissões para atuarem como doulas (acompanhantes de parto) em partos hospitalares e domiciliares.

- Público alvo: mulheres de qualquer formação profissional que desejam ajudar outras mulheres no trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

- Período de realização: 09 a 12 de julho de 2011
- Carga horária total: 37 horas (haverá uma atividade prática numa maternidade local com 5 horas de duração)
- Local: Granja Jaguaroca, Aldeia, Camaragibe/PE
- Equipe:
Melania Amorim (obstetra)
Leila Katz (obstetra)
Dan Gayoso (doula)
Ana Katz Schuler (doula)
Kelly Brasil (doula)
Fabiana Melo (fisioterapeuta)
Marcelle Mello (enfermeira obstetra)

-Valor: R$ 600,00 (pode ser parcelado em até 3 vezes)

- Mais informações/inscrições: (81) 3454.2505 | 9973.8035 | 8825.1274 - dan@institutonomades.org.br | espacoishtar@gmail.com

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Marcha das Parteiras de Brasilia no Correio Braziliense

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/05/06/interna_cidadesdf,251020/parteiras-reinvidicam-maior-reconhecimento-na-profissao.shtml

Parteiras reinvidicam maior reconhecimento na profissão

Em passeata pela Esplanada dos Ministérios, parteiras práticas e graduadas se reuniram, no dia mundial de sua categoria, a fim de reivindicar maior reconhecimento para a profissão no Brasil.
Luiz Calcagno

Janaína Moreno de Carvalho nasceu em casa. A mãe, Flávia Ilíada Oliveira, 30 anos, teve ajuda de uma parteira e de uma doula para dar à luz a filha. Tudo correu tranquilo, sem sustos no meio do caminho. A menina chegou saudável ao mundo e o pai foi o primeiro a pegá-la no colo. A história da mãe e da criança, no entanto, não é antiga, como se pode imaginar em uma época em que grande parte dos bebês nasce em quartos de hospitais. Ocorreu há apenas oito meses. Janaína também não nasceu em um lugar sem acesso a unidades e centros de saúde. Foi concebida na capital federal. Flávia é publicitária e faz parte de um grupo de mães que escolheram ter um parto normal, humanizado.

“Foi uma experiência transformadora e de respeito à mulher”, relatou. “Quando damos à luz em casa, com uma parteira, há um respeito ao tempo da mãe e da criança. Meu marido participou diretamente, então, os laços familiares ficaram fortalecidos. Ele pegou minha filha no colo quando ela nasceu. Antigamente, era assim que funcionava. A mulher se recolhia. Agora, são muitos médicos, muita luz. Em um hospital universitário, às vezes, vários estudantes de medicina assistem ao parto, quando ele deveria ser mais íntimo. Também é uma forma de resgatar uma tradição.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que apenas 15% dos partos realizados sejam cesarianas. Embora o número de procedimentos humanizados feitos no Distrito Federal e no Brasil supere o das cirurgias, o país ainda está longe de alcançar a marca. Brasília, por exemplo, registrou, em 2010, um total de 40.543 partos em hospitais públicos. Desses, 25.238, pouco mais de 62%, ocorreram sem uso do bisturi. Nacionalmente, dos 1,96 milhão de partos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 1,24 milhão foram humanizados — aproximadamente 63% do total. Os números são da Secretaria de Saúde e do Ministério da Saúde, respectivamente.

Ontem, no Dia Mundial da Parteira, profissionais práticas (tradicionais) e graduadas fizeram uma passeata que seguiu do Ministério da Saúde para o Palácio do Planalto. A Marcha Regional das Parteiras, que reuniu profissionais do DF e do Entorno, durou cerca de duas horas e contou com representantes de São Paulo, do Amapá e de Tocantins. A categoria reivindicou maior reconhecimento do governo para os dois ramos da profissão. As graduadas pedem mais apoio governamental e as tradicionais querem ser reconhecidas como agentes de saúde. Na próxima semana, elas vão entregar uma carta com as reivindicações nos gabinetes dos deputados federais.

Para Paloma Terra, parteira graduada e organizadora da Marcha Regional das Parteiras, esses números estão abaixo das expectativas, principalmente pela “falta de atenção do governo com a categoria”. Ela alega que os quase 40% de cesarianas que ocorrem no DF e no Brasil ainda representam um número muito alto. “Na rede particular, a quantidade de procedimentos cirúrgicos de parto sobe para 80%. O Hospital Brasília, o melhor do DF, tem 90%. É urgente a integração das parteiras na atenção à saúde maternoinfantil no Brasil. Somos campeões mundiais de cesarianas. A cirurgia acarreta cinco vezes mais riscos para a mãe e para a criança”, alertou.

Humanização
Na visão de Paloma, o sistema está desumanizado. Ela alega que cerca de 17% das mulheres que dão à luz no setor privado e pelo menos 27% das que entram em trabalho de parto no setor público sofrem algum tipo de maus-tratos. “As mulheres saem do parto traumatizadas. Países como a Holanda e Escandinávia, com maior índice de saúde maternoinfantil do mundo, reconhecem essas profissionais. A parteira atende em caso de baixo risco”, exemplificou. Para a professora da Universidade de Brasília e parteira Silvéria Santos, a manifestação serve para dar visibilidade à categoria. “O sistema de saúde brasileiro omite a parteira tradicional. Não registram esses partos. Ela é uma mulher que atende a mãe e respeita a cultura, os valores eos hábitos da mulher”, afirmou.

Moradora de Santo Antônio do Descoberto (GO), Sebastiana Mendes, 84 anos, realiza partos desde 1960. Ela conta que nunca perdeu uma mãe ou filho durante um parto humanizado. “Me considero importante. Nos valorizar é o caminho certo. É uma profissão muito séria e o governo deveria nos respeitar e agir”, opinou. Embora não tenha filhos, a estudante Alaya Dullius, 26, identificou-se com a causa. “Acho que temos que melhorar o atendimento obstétrico no Brasil. Ele é violento e desrespeita as recomendações da OMS fazendo cesarianas desnecessárias. Se a gente melhora a forma de nascer, cria um mundo mais humano.”

Apoio psicológico
No parto normal ou humanizado, a doula é uma mulher que geralmente acompanha a parteira.

Ela ajuda em todos os procedimentos, mas tem o papel fundamental de prestar apoio físico e emocional à mãe, além de prestar informações sobre a gravidez.

A presença da doula possibilita um parto mais seguro, mais rápido e menos doloroso.

terça-feira, 12 de abril de 2011

[Brasília] Marcha das Parteiras – Uma luta pela Humanização do Parto

No Brasil, o número de partos por cesariana em hospitais particulares é cinco vezes maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde, chegando ao alarmante índice de 80%.

Além disso, os casos de violência contra parturientes são uma triste realidade. Um estudo denominado “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, aponta que 27% das mulheres que deram a luz na rede pública e 17% daquelas que pariram em rede privada relataram alguma forma de violência durante seu parto.

O Brasil possui uma forte rede de pessoas que lutam pela Humanização do Parto e do Nascimento. Esse movimento busca a integração das Parteiras Diplomadas (Obstetrizes) e das Parteiras Tradicionais no sistema de saúde. Vale salientar que o trabalho das parteiras tende a minimizar as intervenções desnecessárias durante o parto.

Os desafios são grandes. Atualmente, o único curso de graduação que forma Obstetrizes no país, na EACH-USP Leste em São Paulo, corre sérios riscos de extinção. Existem projetos - apoiados inclusive pelo Ministério da Saúde - que prevêem a integração das Parteiras Tradicionais no Sistema Único de Saúde. No entanto ainda é forte a resistência por parte de algumas corporações profissionais, como Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Federal de Enfermagem (COFEN).

Para o dia 05 de maio, dia internacional das Parteiras, estão previstas manifestações em várias partes do mundo inclusive outras cidades brasileiras como Rio de Janeiro e Florianópolis, lideradas pela International Confederation of Midwives (ICM), Confederação Internacional das Parteiras.

A Marcha das Parteiras em Brasília tem como objetivo chamar a atenção de autoridades públicas e sociedade para a integração efetiva da profissional Parteira (tradicional e diplomada) na assistência básica à saúde materno infantil contribuindo assim para a redução: da mortalidade materna e neonatal, da violência obstétrica e das vergonhosas taxas de cesarianas brasileiras. A concentração será a partir das 9 horas em frente ao Ministério da Saúde, seguindo para a Praça dos Três Poderes.


O QUE: Marcha das Parteiras

QUANDO: 05 de maio de 2011

ONDE: em frente ao Ministério da Saúde até a Praça dos Três Poderes

HORÁRIO: concentração às 9hs, saída prevista para às 10hs.

ASSESSORIA DE IMPRENSA:
Marieta Cazarré (61) 8160-5225 marietacazarre@hotmail.com

terça-feira, 29 de março de 2011

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Doulas se reúnem em Brasília

Encontro reunirá doulas brasileiras e internacionais e ainda parteiras da região amazônica

Começa na próxima sexta-feira (26), as atividades que antecedem a III Conferência Internacional sobre Humanização de Parto e Nascimento e fazem parte da programação do evento. Será realizado na Unipaz o 8º Encontro Nacional e o 2º Encontro Internacional de Doulas e o 1º Encontro Internacional da Rede Latinoamericana e Caribenha para a Humanização do Parto e Nascimento (Relacahupan).

Presidido pela nutricionista doutora em Ciências da Saúde e professora da UnB, Lívia Penna Firme, o encontro de Doulas contará com a participação de parteiras da região amazônica e terá vivências de cuidados que incluem oficinas de biodança, pilates na gestação, florais da Deusa na gestação e visualização do parto. As rodas de convivência discutirão a atuação das doulas, dor e luto no parto e ainda o parto como ritual de iniciação, com a participação da doula venezuelana, Isabella Polito de Lares. Haverá uma mesa redonda para falar sobre a evolução da atuação da doula no mundo e um debate sobre a atividade das doulas: ocupação ou profissão?

O Encontro da Relacahupan discutirá as escolas de parteiras, as parteiras e doulas em equipes de saúde e ainda a necessidade das casas de parto. O encontro terá representantes do México, Porto Rico, Argentina, Colômbia, Espanha e Brasil.

A III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento acontecerá em Brasília (Brasil), de 26 a 30 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O encontro é organizada pela Rede Nacional pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa) com a parceria do Ministério da Saúde do Brasil e do Governo do Distrito Federal, além da Universidade de Brasília, Organizações não Governamentais e outras instituições brasileiras e internacionais.

No dia 26 a partir das 18h começam os cursos e oficinas para os participantes da Conferência e seguem durante o dia 27. Os cursos são promovidos em parceria com o Governo do Distrito Federal, por meio da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS).

As doulas

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto. Elas ajudam a esclarecer dúvidas, orientam na busca de informação de qualidade e, sobretudo, transmitem confiança e tranquilidade no processo do parto à mulher e ao seu companheiro.

As pesquisas têm demonstrado que a atuação da doula no parto ajuda a diminuir a taxa de cesárea, o tempo de trabalho de parto, os pedidos de anestesia e o uso de oxitocina. Em casas de parto e em alguns hospitais existem a doulas comunitárias, que fazem plantão e ajudam as mulheres que precisam de apoio no momento. Em Belo Horizonte, um trabalho desenvolvido pela Comissão Perinatal da Secretaria do município foi implantou o serviço de doulas comunitárias em todas as maternidades na cidade.

Serviço

O quê: 8º Encontro Nacional e 2º Encontro Internacional de Doulas e o 1º Encontro Internacional da Relacahupan

Quando: 26 de novembro de 2010

Horário: 8h às 17h

Onde: Unipaz – Área Especial Granja do Ipê – Saída Sul – Km 30 – Parkway Núcleo Bandeirante – DF
Informações: 61 7812-0252 / 61 7812-5504

Programação: http://www.conferenciarehuna2010.com.br/programacao/index.php#doula

Credenciamento de imprensa: imprensa@conferenciarehuna2010.com.br

Rachel Mortari

Caína Castanha

Assessoria de Comunicação III CIHPN

55 61 8144 9782 / 55 61 8100 2753 / 55 61 7815 2412

terça-feira, 23 de novembro de 2010

III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento

Está chegando!

De 26 a 30/11 acontecerá a III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento organizada pela ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento com o apoio do Ishtar!
Veja a programação do evento que contará com a presença do obstetra francês Michel Odent, da parteira mexicana Naoli Vinaver, entre outras figuras importantes.

Mais informações, visite http://www.conferenciarehuna2010.com.br/programacao/index.php

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Humanização de Parto e nascimento será discutido em Brasília

Conferência reunirá cerca de três mil pessoas para debater sobre humanização do parto e ainda promoverá encontro de doulas, cursos e oficinas

Brasília sediará a III Conferência Internacional sobre Humanização de Parto e Nascimento entre os dias 26 a 30 de novembro de 2010. Organizado pela Rede Nacional pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa), em parceria com o Ministério da Saúde, Governo do Distrito Federal, Universidade de Brasília, Ongs relacionadas com o tema, entre outras instituições nacionais e internacionais, o evento pretende reunir cerca de três mil pessoas entre agentes de saúde, assistentes sociais, cientistas sociais, doulas, educadoras perinatais, enfermeiras, gestantes, gestoras(es), neonatologistas, obstetras, obstetrizes, organizações de mulheres, parteiras, psicólogas(os), e outras(os) profissionais de saúde e da mídia.

A Conferência discutirá, entre outras coisas, a redução da morbimortalidade materna e perinatal; a redução dos índices de cesarianas desnecessárias; a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos; a humanização da assistência ao pré-natal, parto, pós-parto. Além disso ainda visa facilitar o intercâmbio de saberes entre pesquisadoras(es), universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos, maternidades, casas de parto e profissionais autônomos; discutir sobre o papel da mídia e de formadores de opinião e, ainda, organizar as demandas para novas políticas públicas de apoio à humanização do parto e nascimento.

Paralela a Conferência acontecerá também o 8º Encontro Nacional e o 2º Internacional de Doulas e o 1º Encontro da Rede Latina Americana e Caribe pela humanização de parto e nascimento (Relacahupan), além de eventos, cursos e oficinas pré-conferência. Mais informações sobre a Conferência e inscrição para o encontro e para as oficinas podem ser feitas pelo site: http://www.conferenciarehuna2010.com.br

Serviço:
O quê: III Conferência Internacional sobre Humanização de Parto e nascimento
Quando: de 27/11 a 1/12 de 2010
Onde: Centro de Convenções Ulysses Guimarães, SDC Setor de Divulgação Cultural Eixo Monumental, Brasília / DF – 70.070-350
Informações: 55 61 33499884